O superintendente da SUFRAMA, Alfredo Menezes, foi uma das autoridades governamentais e especialistas brasileiros que contribuíram nesta quinta-feira (11), no auditório do edifício-sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília, com as discussões do seminário “A importância da Zona Franca de Manaus para o crescimento do País”, promovido pelo jornal Correio Braziliense e pela Academia Brasileira de Direito Tributário (ABDT).

O evento, composto por três painéis – “A Zona Franca de Manaus e o crescimento da região amazônica”, “O sistema de créditos na Zona Franca de Manaus” e “O sistema regulatório da Zona Franca de Manaus e o papel da SUFRAMA” –, contou em sua abertura com discursos do presidente do TCU, ministro José Múcio Monteiro, do secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviço e Inovação, Caio Megale, do governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, do prefeito de Manaus, Arthur Neto, e do presidente da ABDT, Marcelo Campos, entre outras autoridades.

 Renda de R$ 33 bilhões

Participante do terceiro painel do evento, ao lado do presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Wilson Périco, e do senador pelo Estado do Amazonas, Plínio Valério, o superintendente Alfredo Menezes iniciou sua apresentação fazendo uma autocrítica sobre as falhas de comunicação da região com o restante do País, o que, em sua visão, impede que a realidade amazônica seja devidamente divulgada, interpretada e reconhecida.

Nesse aspecto, ele afirmou que a Zona Franca de Manaus quer ser parceira, e não concorrente, de outros centros produtivos do Brasil. “Se o Polo Industrial de Manaus gerou cerca de 90 mil empregos diretos no Amazonas no ano passado, no Brasil inteiro geramos mais de 750 mil empregos diretos e indiretos, o que movimentou uma renda em torno de R$ 33 bilhões. Somos importantes uns para os outros. Por isso, estamos dispostos a ser parceiros e nos fortalecermos juntos”, completou.

 Atuação da SUFRAMA

Menezes também afirmou que a atuação da SUFRAMA como agência de desenvolvimento regional precisa ser resgatada e, para isso, já recebeu garantias do governo federal de que, no curto ou médio prazo, as verbas arrecadadas pela instituição não receberão mais contingenciamento.

Isso representaria, no cenário atual, algo em torno de R$ 40 milhões anuais para que a instituição possa voltar a aplicar em convênios de infraestrutura, formação de capital intelectual e capacitação tecnológica, entre outras áreas, em benefício de toda sua área de abrangência – Estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima e municípios de Macapá e Santana, no Amapá.