Um homem de 24 anos está sendo procurado pela polícia acusado de matar para beber sangue de vítima ainda quente em ritual macabro de magia negra. Heraldo José de Carvalho, tinha 43,  foi morto com um facão dentro de um galpão. O crime aconteceu na tarde desta terça-feira (14), em Itapoã, Distrito Federal.

Sacrifício

De acordo com a polícia, um jovem de 24 anos, conhecido com “Pivetão”, é suspeito de ter cometido o crime com a ajuda do irmão dele e de mais um comparsa. Os três estão foragidos.

Segundo os moradores antes de cometer o crime, o “Vampiro de Itapoã”, chegou a dizer aos vizinhos que estava com vontade de beber sangue humano, conforme relatou a chefe do 6ª Delegacia de Polícia, Jane Klebia, após desentendimento sobre um serviço para o qual a vítima tinha sido contratada.

Heraldo teria sido pago com drogas para fazer uma cerca na casa onde o criminoso morava.  A esposa chegou a fazer curativos no autor do crime sem saber o que o marido estava morto.

Ainda segundo Jane Klebia, “Vampiro do Itapoã” tinha hábito de comprar codornas, arrancar a cabeça das aves, tirar o sangue e guardar em sacos para beber. A casa em que ele morava era repleta de vísceras, tinha cachorros mortos e muitas penas de aves.

Tanto a vítima quanto o acusado pelo crime residiam na invasão nos fundos da Quadra 378. “Pivetão” tem passagem por lesão corporal e violência doméstica (Maria da Penha). Estava em liberdade provisória desde 2017. A polícia preferiu ocultar a identidade do acusado, por enquanto.

Uma testemunha presenciou o crime e foi obrigada a carregar o corpo e ocultá-lo em uma manilha. Disse ainda na delegacia que contou o fato para a esposa da vítima, que registrou ocorrência na delegacia.

A testemunha foi agredida pelos autores como forma de intimidação para que não contasse sobre o crime. A mesma pessoa viu o momento em que os autores beberam o sangue da vítima.

O caso macabro foi descoberto na tarde dessa terça-feira (14/05/2019). Foi necessária uma operação de resgate para retirar o cadáver da galeria de águas pluviais. Os investigadores passaram a tarde no local, acompanhando o trabalho do Instituto de Criminalística (IC).