A tática escolhida pelo governo Wilson Lima, de convocar a imprensa e chamar a greve dos professores de movimento “político-partidário” foi como colocar gasolina no incêndio. Ficou claro, pela reação dos professores nesta terça-feira, quando ocuparam o plenário da Assembleia Legislativa, que o clima para negociação azedou de vez. E todo mundo sabe quem vai pagar a conta no final dessa história.

RESPONSABILIDADE

A ocupação do plenário da ALE aos gritos de “Wilson volta para a TV” deixou claro que o governador Wilson Lima e seus assessores precisam chamar a categoria para que todos fumem o cachimbo da paz. São 30 dias sem aula, troca de acusações dos dois lados e um prejuízo que não será mais reposto. Os estudantes estão em casa, perdendo um precioso tempo de aprendizado. “Professores nunca serão massa de manobra”, disse nesta terça a presidente do Sindicato, Ana Cristina Rodrigues. Agora, quem vai acalmar a revolta dos docentes?

MENOS MÉDICOS

E como se já não bastasse a crise na educação, estourou também a da saúde. Cirurgiões paralisaram as atividades nos hospitais estaduais, alegando que chegaram ao limite do suportável. Mais uma vez, em nota, o Governo erra. Chama a categoria de precipitada e aumenta a chama do desentendimento. “Os médicos foram até onde puderam suportar; convivem com a precariedade da infraestrutura hospitalar além da falta de insumos que colaboram para o tratamento inadequado e desrespeitoso para os pacientes que procuram essas unidades! É a persistência do caos na saúde”, dize a nota do médicos. Advinha quem no final vai pagar a conta mais uma vez? Isso mesmo, o povo.