A empresária Adriane Yamin, acaba de lançar um livro sobre o namoro que teve com Ayrton Senna, e revelou alguns podres do piloto falecido em 1994. Nesta quarta-feira, em entrevista ao UOL, ela disse que aos 15 anos fez um pacto com Senna sobre virgindade, e que só teria relação com ele após os 18. Mas que assim que o ato foi consumado o piloto a tratou como objeto descartável. Especialmente porque ela não sangrou e ele disse que ela não era mais virgem e havia mentido para ele.  “Eu tinha sido absolutamente correta. Duvidar de mim foi extremamente ofensivo. Era algo que eu estava guardando há tanto tempo. Eu não poderia prever a frieza com que seria tratada em seguida. Um namorado querido, romântico, atencioso e de repente… Parecia que era outra pessoa. Não acho que ele fez por mal, mas porque não soube lidar com a situação”.

Durante o pacto Senna foi liberado para transar com outras mulheres. Mas como não podia revelar isso para ninguém, ficou com fama de gay. “Ele não aparecia com ninguém porque estava comigo. E não podia aparecer com outras mulheres para eu não saber. Esse veneno [sobre Senna ser gay] foi jogado para desestruturá-lo e eu me sentia muito culpada. Ele estava sendo caluniado por minha causa. As pessoas até me perguntam, ‘é verdade que ele era gay?’. Foi um boato nascido por minha culpa e ele aceitou. Isso fazia mal para ele. Sempre soube que algum dia eu teria que contar essa história”, afirma a empresária.

O livro chamado “Minha Garota” foi lançado de forma independente, porque as editoras ficaram com medo da família de Senna. “Ayrton tem o direito de ser falho e de ser humano. Isso não quer dizer que ele deixou de ser a pessoa maravilhosa que ele era. Ele não deixa de ser um superexemplo porque não era perfeito e porque teve fraquezas. Ele tem direito, meu Deus. E foi justamente por isso que tive dificuldade com as editoras, que temiam retalição da família. Mas a família dele me respeita. Não tem nada que não seja verdadeiro no livro e a família sabe disso. Não estou ofendendo ninguém. Houve mágoa, mas foi contada com a emoção suficiente. Ele foi o amor da minha vida”.