Como velhos parceiros de batalha, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto e o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, desfilaram nesta sexta-feira com expressão de euforia e dever cumprido. Eles fiscalizaram o avanço da recuperação urbana do Polo Industrial de Manaus, um pesadelo generalizado que começa a ter fim. Para desagrado dos omissos que empurraram com a barriga essa responsabilidade cívica e ética. Afinal, o estado de calamidade pública em que se encontravam as ruas e praças, invadidas pelo matagal e pela falta de pudor dos responsáveis. Foram décadas de protelação e descaso com a galinha dos ovos de ouro de nossa economia, as empresas ali instaladas.

“Onde estão as calçadas do Distrito Industrial?”

Dizia a manchete de um jornal local no ano passado. “E aonde foi parar o dinheiro do contribuinte?”, indagava outro, ao constatar que tudo entregue ao abandono. As chamadas são emblemáticas e exigiam a imediata resposta do poder público, neste jogo despudorado do “Toma que o Filho é teu”. Em vão. O jogo do empurra-empurra começou a se acabar com a chegada de Menezão a Suframa e seu entendimento com a prefeitura de Manaus, que se debatia com as encrencas fabricadas por determinados atores da futrica e da embromação.

 

Recordações sinistras

Não vale a pena entrar em detalhes pois as questões são escabrosas e a omissão leviana. Havia um descompasso e desinteresse dos três poderes que sempre se refestelaram em impostos a partir das empresas ali instaladas. Por que o governo Lula, que aqui esteve em 17 oportunidades, com governos locais, pendurados pelas benesses da bajulação, em lugar de brecar o confisco das verbas da Suframa ampliou e financiou até obras das empreiteiras corruptas no exterior com verbas das taxas pagas pelas empresas. Depois veio Dilma e seus passeios ao luar do Rio Negro, encantada com os mistérios amazônicos, nada fez para reduzir as desigualdades regionais deixando aqui a riqueza aqui produzida.

A tragédia tem dias contados

Parabéns, Superintendente, parabéns, Prefeito, as pessoas agradecem e até lembram que naquela buraqueira aconteceram muitas desgraças, incluindo morte dos transeuntes. As empresas amargaram prejuízos de toda ordem, sobretudo no controle da qualidade e na perda de produtividade. Os usuários tiveram avarias em suas motocicletas e automóveis e para os passageiros dos ônibus o sacolejo sempre fui destruidor de articulações. Uma tragédia que, graças aos Céus e o espírito público de ALFREDO e ARTHUR, está chegando ao fim.