Funcionários do Vasco iniciaram uma greve nesta quarta-feira, 12 de junho, em São Januário, em razão dos salários atrasados – estão há três meses sem receber. Eles fazem um protesto nesta manhã na entrada da sede social do clube. Os funcionários fecharam os portões do clube e desligaram o fornecimento de energia. Por esta razão, alunos da escola foram liberados. Dentre os principais alvos do protesto estão Roberto Monteiro e Julio Brant, líderes dos grupos Identidade Vasco e Sempre Vasco, respectivamente, de oposição ao presidente Alexandre Campello. O mandatário acusa esses grupos de boicotarem a reunião do Conselho Deliberativo da última terça-feira que votaria a aprovação de um empréstimo de R$ 20 milhões ao clube.

Os torcedores protestam contra a situação do clube na internet. Com um time limitado, na zona de rebaixamento e sem perspectivas de melhoras, o medo é cair para a Série B mais uma vez. “O Vasco tanto apanha quanto batem nele”, reclamou um seguidor.

Contra Monteiro, funcionários gritaram palavras de ordem, como “Monteiro, vai se f… O funcionário precisa receber”. Também houve gritos contra Brant. Em entrevista ao GloboEsporte.com, Campello afirmou que há expectativa de conseguir pagar parte dos atrasados até o fim da semana. A diretoria tenta captar R$ 10 milhões, que foram aprovados em reunião do Conselho Deliberativo na última semana. Entretanto, esbarra em falta de garantias por enquanto.