“É um alívio por saber que a justiça vai ser feita. Sabemos que ela não volta mais, e em nome de Jesus, ele vai voltar para a cadeia”, essa é a declaração durante entrevista concedida ao Maskate News de Ivani Ferreira de Araújo,  irmã da dona de casa Josilene Ferreira de Araújo que tinha 24 anos quando foi assassinada pelo companheiro na frente dos filhos do casal de 4 e 5 anos idade. O crime aconteceu no dia 26 de junho de 2016, na casa que o casal morava na rua Gurupi, bairro da Paz, zona Centro-Oeste.

Diego Fabrício do Nascimento Pacheco, 32, a vítima havia proibido o marido de sair para ingerir bebida alcoólica. “Ele fez torturou minha irmã, deixou ela toda machucada. Ele fez tudo isso na frente dos dois filhos”, conta Ivani e emenda, que o casal costumava brigar por conta de ciúmes que Josilene tinha de Diego Fabrício, o motivo seria um relacionamento extraconjugal que o acusado tinha com outro homem, que não teve o nome revelado.

Assassinada na frente dos filhos

A irmã da vítima diz que ela foi assassinada com três facadas no pescoço “Minha irmã foi assassinada por um monstro, lutamos por justiça e após três anos o julgamento finalmente foi marcado e esperamos que ele pague, pois ele tirou uma mãe do seio de sua família”, disse.

No dia do crime, horas mais tarde, ele se apresentou espontaneamente no 15º Distrito Integrado de Polícia (DIP). O suspeito foi encaminhado ao 17º DIP na companhia do pai e do advogado. Segundo o delegado plantonista Samir Freire, Diego foi ouvido e liberado. Ele informou em depoimento à polícia que agiu em legítima defesa. O suspeito foi indiciado pelos crimes de fraude processual e feminicídio.

 

O julgamento

O julgamento de Diego Fabrício foi marcado para esta quarta-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis. Uma irmã de Josilene e o pai dele participarão do julgamento como testemunhas. A filha do casal que assistiu a mãe ser assassinada pelo próprio pai e que atualmente tem 8 anos também será ouvida, pois é uma peça importante na decisão do júri. A família espera que a Justiça seja feita e que após viver um ano em liberdade,
Diego pague pelo feminicídio recluso.