“MEU CLIENTE TEM PROBLEMAS COM ÁLCOOL E DROGAS”

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“MEU CLIENTE TEM PROBLEMAS COM ÁLCOOL E DROGAS”

O duplo homicídio ocorrido na madrugada de sábado em Manaus, atribuído ao Tenente Joselito Pessoa, acusado de matar dois colegas de farda, ferir um major e balear um civil dentro de uma viatura descaracterizada da polícia, tem um novo capítulo. Os advogados de defesa dele sustentam que o militar pode ser inocente, revelam que ele tem problemas com álcool e drogas e que uma festa foi realizada dentro da 18ª CICOM.

Mozart Bessa e Mario Vitor defendem que só uma perícia pode afirmar quem é o responsável pelo duplo homicídio e ainda revelaram que o tenente tem problemas com bebidas e drogas. “É preciso agudar um pouco mais antes de fazer o linchamento moral dele. O tenente tem problemas com álcool e segundo a esposa dele com drogas. Um homem de 54 anos nessa condição seria facilmente desarmado. Vamos atrás da verdade”, disse Mario Vitor.

Os advogados dizem que foi o major Ludernilson quem chamou Joselito para a 18ª CICOM, onde, de acordo com ele, rolava uma festa regada a bebidas. “Ao chegar na sala do comando, meu cliente informou que no local teria uma festa comemorativa para festejar as promoções que tinham galgados, lá Joselito se deparou com garrafas de bebidas e naquele instante começaram a beber”, diz a defesa.

Já que estavam todos bêbados a defesa sustenta que é preciso fazer uma reconstituição e esperar o resultado da perícia e do trabalho da polícia para saber se Joselito realmente é o culpado. “Ele estava bebido e supostamente drogado. A gente vai saber se ele usou drogas nesse dia com o exame, porque ele não sabe, ele não lembra o que aconteceu. Eu estou esperando para que saia o resultado desse exame toxicológico para saber quem usou lá e quem não usou”, diz Bessa.

De lá eles saíram na CICOM até o desfecho trágico na madrugada de sábado, quando na Rua Monte Horebe, no bairro Colônia Terra Nova, na Zona Norte, onde oram mortos o sargento Edzandro Santos e o cabo Grasiano Medeiros. O major Ludernilson de Paula e o borracheiro Robson Rodrigues foram feridos.

Joselito já disse que um Honda Civic passou atirando e que que não se lembrava de ter atirado. Ele está preso no batalhão de choque e responde por duplo homicídio e tentativa de homicídio. Robson disse que o sargento teve um surto, matou os colegas e atirou no major e no próprio borracheiro, até ser desarmado por Róbson.

2019-01-09T10:22:26+00:00janeiro 9, 2019|Manchete|