A morte do médico Li Wenliang, por causa do coronavírus, está causando furor na China. Ele foi o primeiro médico do mundo a relatar o aparecimento da doença, mas acabou censurado pelo Governo que não queria divulgar a existência do vírus. Li foi obrigado a assinar um documento desmentindo a existência do vírus, foi contaminado enquanto cuidava de pacientes e morreu. Só depois que o vírus se espalhou o Governo chinês teve de admitir a epidemia, pedir desculpas pela atitude e agora segue sem conseguir controlar as mortes.

“Nunca tinha visto minha linha do tempo do WeChat cheia de tanta tristeza e indignação. Esta noite é um momento grandioso para a nossa consciência coletiva”, escreveu Xu Danei, fundador de uma empresa de análise de rede social. Os chineses expressam sua revolta e dor pelo o que aconteceu com Li eo Governo chinês tenta limitar, sem sucesso, as postagens da revolta popular. D

Li foi repreendido pela polícia, já no dia 30 de dezembro, quando tentou alertar sobre o vírus em um app de mensagens.  Acabou obrigado a aceitar que teve um “comportamento ilegal”. Antes de morrer, ja internado, ele deu uma entrevista ao  The New York Times e disse que queria se recuperar para poder cuidar dos doentes. Mas não teve essa oportunidade. Morreu na quinta-feira.