Neymar tem tudo que um jogador precisa para ser chamado de craque. Dribla bem, chuta bem, marca gols, é criativo e tem muito domínio da bola. Mas o tempo está passando e todo esse talento ainda não lhe deu o que se esperava. Agora, em briga com o PSG, os donos do clube topam se livrar do jogador. Mas, como vingança, não abrem mão da multa de R$ 891 milhões. Pagaram R$ 990 milhões na certeza de que seriam campeões de tudo com o brasileiro. Mas só ficaram as contusões, as derrotas e as polêmicas fora de campo.

CAI-CAI

Desde que queimou o próprio filme na Copa do Mundo do ano passado, simulando faltas e fazendo cara de dor, Neymar nunca mais teve uma grande fase. Depois de bater o pé e brigar com o Barcelona para jogar no PSG, o menino Ney arrumou confusão em festas, foi até acusado de estupro, não foi protagonista na Seleção e muito menos no clube. Comparado a Messi e Cristiano Ronaldo, o jogador está mais para Robinho.

TEMPO

A transferência de Neymar que se anuncia, seja para Real Madrid ou a volta para o Barcelona, deve ser a derradeira chance que ele terá para mudar essa história. Mas, para isso, terá de sair das barras das calças do pai, parar de se meter em confusões, diminuir o ritmo nas festas e ser um jogador profissional ao pé da letra. Cabe a ele definir qual a galeria vai ocupar na história do futebol.

 

CONTUSÕES

A maré ruim fica clara quando se comparam os períodos de Neymar com o Barcelona (quatro anos) e com o Paris Saint Germain (um ano e meio). Na capital francesa, o atacante perdeu mais jogos, mesmo com menos tempo de contrato, segundo levantamento do jornal “L’Équipe”.

Nos quatro anos de Barcelona, Neymar perdeu 21 jogos por falta de condição física, seja por lesão, seja por doenças, como gripe, o que representa um desfalque a cada 8,85 jogos. No PSG, já são 26 partidas perdidas pelo atacante brasileiro, que atuou 53 vezes com a camisa parisiense, média de um desfalque médico a cada 2,03 jogos, segundo dados do site Transfermakt.