Novo porto privatizado inicia obras em fevereiro

//Novo porto privatizado inicia obras em fevereiro
Buscando atingir o interior do Estado e hidrovias interestaduais, a Ponta Negra administração e Empreendimentos inicia em fevereiro próximo as obras da construção do Terminal de Uso Privado (TUP) que irá funcionar na zona Oeste de Manaus, operando exclusivamente com cargas granéis como material de construção e metalúrgico, vestuários, móveis e utensílios. A administradora recebeu da SEP (Secretaria de Portos da Presidência da República) autorização para a construção e exploração da Estação de Transbordo de Carga no último dia 3 pelo ministro da Secretaria, Helder Barbalho. A área de 26.090,20 m² teve um investimento de R$ 1,86 milhão.
Início das obras – Com data de início da terraplanagem e montagem de galpões (fevereiro e junho/julho de 2016 respectivamente), a obra está prevista para ser entregue em fevereiro de 2017, explica o sócio procurador da Ponta Negra Administração e Empreendimentos, José Vila Beneyto Filho. “O processo de licenciamento levou dois anos e desde a data da autorização estamos trabalhando para começar o mais breve. A principal demora foi causada pela avaliação de documentos e aprovação de projetos. Estamos licenciados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) desde 2013 Agora é hora de fazer essa ponte entre o Brasil e o interior do Amazonas”, conta.
Vias a serem exploradas – De acordo com Beneyto Filho, esse mercado ainda é pouco explorado e precisa de investimentos como os TUPs. “Para portos de médio porte, como o nosso, trabalhar o interior e hidrovias interestaduais é interessante e poucos enxergam isso. É um mercado de logística a ser explorado em nossa região”, comenta o empresário. Em Manaus funcionam 12 TUPs de grande capacidade e mais dois em Coari e Itacoatiara.
Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o sistema portuário nacional (Portos Organizados e TUPs) permitiu a movimentação de 931 milhões de toneladas de carga bruta (granel sólido, granel líquido e carga geral) em 2013. Os TUPs representaram 64% dessa movimentação ou 593 milhões de toneladas. Para o presidente do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas), Dodó Carvalho a chegada de um porto com as características do TUP a ser construído, é uma expansão natural de uma modalidade esquecida. “É uma iniciativa bem vinda, já que é um porto que tratará de navegação interior (em hidrovias menores), voltado às balsas. É uma modalidade que terá suas carências supridas em parte, pois precisamos de pelo menos 10 iguais a este”. Afirma Carvalho, que continua, “Mais portos, são mais cargas e maior equilíbrio tributário”, fecha.
2015-12-13T11:05:38+00:00dezembro 13, 2015|Estado|0 Comentários