Duas vezes prefeita de Bombinhas, no interior de Santa Catarina, mais de 50 mil votos nas eleições para deputada federal, Ana Paula da Silva, a deputada Paulinha (PDT) se viu no meio de um bombardeio, após comparecer à posse com um vestido vermelho e um generoso decote. Xingada, acusada de depravação, vítima de preconceito, ela é aprova de que as pessoas não estão preocupadas com as atitudes dos políticos. Pouco importou quais são os projetos, ou acordos, ou ao lado de quem a parlamentar vai militar. Isso sequer foi questionado.

CLODOVIL QUE O DIGA

Paulinha viveu o que passou o estilista Clodovil quando também foi eleito deputado federal. No primeiro dia de trabalho resolveu dispensar o terno e a gravata. Foi barrado na porta. “Eu não sabia que não podia entrar no parlamento sem paletó. Achei que não podia entrar sem decoro”. Mas a deputada garante que não vai parar por aí. “Esse decote aí não é nada perto do que eu já usei para trabalhar”, disse Paulinha, que ocupa cargo público tão importante quanto Tiririca e Alexandre Frota.

RENAN CALHEIROS, PODE?

Dia desses Renan Calheiros foi às redes sociais dizer que uma jornalista da Veja o assediava, mas que a dispensou, no mais alto tom machista possível. Renan, que teve filho com outra jornalista que conheceu no Senado e foi processado por usar dinheiro público para pagar pensão, acabou condenado em primeira instância e absolvido em segunda. O caso ganhou mais repercussão do que outros escândalos. O Brasil é um país que devia viver menos de fofoca, e mais de trabalho.