O médico obstetra Armando Andrade Araújo, filmado agredindo uma mulher em trabalho de parto na Balbina Mestrinho ganhou na Justiça o direito de voltar a trabalhar. O juiz Diógenes Vidal Pessoa Neto, da 6ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), mandou o Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Estado (Igoam) escalar o médico de 71 anos por ele não ter assegurado o direito de defesa. “Ele sofreu penalidade sem ter sido assegurado o princípio constitucional da ampla defesa e contraditório”, alega o juiz.

O médico alega que o Igoam não tem regulamento que fale em afastamento. A irmã da jovem agredida disse que a família está “indignada”. Além de ser xingada pelo médico, a jovem foi agredida por ele, que bateu a mão entre as pernas dela e disse que se ela podia até chamar a imprensa. “Esperar o que né? A corda arrebenta sempre do lado do mais fraco”.  Suspenso desde fevereiro, quando o vídeo viralizou na internet,  o médico conseguiu voltar alegando que o Igoam foi arbitrário em sua decisão.

Lembrando que as próprias colegas de hospital, na época, o classificaram como uma pessoa agressiva. “Nojento, caquético, sem pudor, horrível, muito desumano e que não tem higiene”, foram palavras usadas por elas.