Profissionais do SESI treinados em primeiros socorros

/, Cidade/Profissionais do SESI treinados em primeiros socorros

 

Vinte e quatro profissionais de educação da Rede Serviço Social da Indústria (SESI) de Educação participaram do treinamento “Primeiros socorros pediátricos”, com os instrutores Júlio Santos e Edmilson Germano, do Centro de Treinamento em Emergências Internacional, credenciada pela American Safety & Health Institute (ASHI). O curso ocorreu no dia 8 na Escola Dr. Francisco Garcia.

Fraturas, cortes no supercílio, crise convulsiva e diarreia são os sinistros mais frequentes com crianças em escolas, disse o instrutor Santos. “Ao acontecer um sinistro, todos devem estar preparados para atender as crianças da melhor forma possível, dentro das normas técnicas nacionais e internacionais de primeiros socorros”.

De acordo com a enfermeira Cintia Tavares, que trabalha na Escola Dr. Francisco Garcia, no Distrito Industrial, já existe uma equipe de primeiros socorros, formada por enfermeiros e técnicos de enfermagem, na unidade, e também existem brigadistas nas demais para atender as crianças e todos os funcionários, mas disse ser importante a capacitação dos profissionais da educação, que precisam ter conhecimento de primeiros socorros básicos que atendam as crianças em emergência, além de trazer segurança para elas e para as crianças nas escolas.

“A unidade localizada no Distrito Industrial atende 1,8 mil crianças, sendo necessário treinar mais pessoas para o atendimento emergencial, até pelo fato do primeiro atendimento ser o mais importante e que muitas vezes salvam vidas”, explica a enfermeira.

Em caso de qualquer sinistro que envolva primeiros socorros, a primeira ação a ser realizada é a análise do ambiente, explica o instrutor Júlio Santos, também funcionário do Samu.

Um dos casos erros mais comuns em prestar um socorro é o uso sem proteção das mãos em ferimentos com sangramento, levando o socorrista a adquirir doenças transmissíveis, como o vírus do HIV, confiando que seja apenas criança e não tenha idade para adquirir tal vírus, mas se esquece de que o vírus da Aids pode ser transmitido na placenta.

“Tenha sempre a mão luvas ou sacos plásticos para qualquer eventualidade, você não sabe quando irá precisar. É importante que as escolas tenham em suas dependências luvas, equipamentos adequados e pessoas capacitadas para prestação de primeiros socorros”, frisa o instrutor.

Procedimentos corretos em caso de uma parada cardiorrespiratória também foram esclarecidos. De acordo com Santos, em até 2 minutos, o paciente pode apresentar lesões cerebrais. Júlio explica que, para o primeiro socorro funcionar a primeira ação a ser feita é chamar ajuda, em seguida, iniciar uma rápida desfibrilação, com cinco ciclos de 30 compressões e duas ventilações, suficientes para encher os pulmões, repetir o ciclo até a chegada dos profissionais da saúde. A ventilação pode ser boca a boca, ou com o desfibrilador automático externo (AED).

De acordo com Santos, nos Estados Unidos crianças a partir dos seis anos já começam a estudar sobre primeiros socorros nas escolas, e com 12 e 13 anos já conseguem prestar socorro a um adulto, e diz que infelizmente, essa não é a realidade no Brasil. “Primeiros socorros deveria estar na grade curricular do aluno, mas não, só estudamos sobre o assunto ao necessitarmos dele para atuar em certos lugares e ocasiões”, diz Santos.

O peso, a altura, a forma que a criança caiu, por exemplo, influencia ao fazer uma ligação para a central de atendimento de urgência e emergência do Samu. Todas essas informações devem ser repassadas com muito cuidado explica o instrutor Germano. “Saber o que fazer, e como proceder ao ligar para a urgência é essencial para que o socorro chegue com mais rapidez ao local”.

O curso teve oito horas de duração, com direito a certificação válida em todo o território nacional e internacional, com dois anos de validade, sendo necessária a atualização após tempo excedido, com cursos de reciclagem de menor carga horária.

2018-04-13T11:16:15+00:00abril 13, 2018|Central MSKTV, Cidade|0 Comentários