Queda no preço do combustível 

/, Estado/Queda no preço do combustível 

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 5, um novo reajuste para os combustíveis, com queda de 0,10% no preço da gasolina nas refinarias e recuo de 1,40% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir desta quarta-feira, dia 6. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho passado. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Inflação reduzida  

O índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, apresentou em novembro variação de 0,21%, taxa 0,21 ponto percentual abaixo da apurada em outubro, quando o índice registrou variação de 0,42%. O indicador acumula alta de 2,1% no ano e 2,29% nos últimos 12 meses, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em novembro, o IPC-BR registrou variação de 0,36%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 3,35%, nível acima do registrado pelo IPC-C1. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram queda em suas taxas de variação: alimentação (0,31% para -0,47%), habitação (1,06% para 0,92%), comunicação (0,6% para -0,42%), vestuário (0,07% para -0,17%) e despesas diversas (0,49% para 0,13%). Em contrapartida, os grupos transportes (-0,2% para 0,58%), educação, leitura e recreação (-0,08% para 0,53%) e saúde e cuidados pessoais (0,21% para 0,23%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Hortaliças e legumes (11,04% para -2,44%) Gás de botijão (3,93% para 1,74%) Tarifa de telefone residencial (0% para -1,75%) Roupas (0,17% para -0,33%) Cigarros (1,05% para 0,02%) Gasolina (-0,01% para 3%) Passagem aérea (-9,42% para 6,23%) Salão de beleza (0,09% para 0,46%).

Últimas cartadas de Temer 

O governo calcula que faltam 56 votos para alcançar o mínimo de 308 que são necessários para aprovação da reforma da Previdência na Câmara. O Planalto espera fechar essa conta até o fim desta semana para que a proposta comece a ser discutida pelos deputados já na próxima segunda-feira, 11. O presidente Michel Temer acertou com lideranças governistas e com o relator da reforma, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), um esforço na busca pelos votos restantes. Para aprovar a reforma na Câmara, o governo precisa de pelo menos 308 votos em cada uma das duas votações no plenário. Governistas dizem, porém, que só querem votar a proposta quando tiverem cerca de 330 votos garantidos. “Hoje temos 252 votos a favor e 140 indecisos”, disse ao Estadão/ Broadcast Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Câmara e um dos responsáveis por calcular os votos. Nesta terça-feira, 5, Temer disse que o governo não colocará o texto em votação se os partidos da base não garantirem votos suficientes para aprová-lo. “Acho que vai ser agora pelo que estou sentindo. Estou animadíssimo”, disse em evento no Itamaraty.