A Reforma da Previdência é necessária, mas que precisa ser tratada de uma forma igualitária, que tenha a contribuição de todos para não prejudicar os mais pobres, disse o deputado Serafim Corrêa (PSB) disse nesta segunda-feira (15). A informação foi dada durante audiência pública para debater o tema na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

“As pessoas dizem que não tem déficit na Previdência e que basta cobrar os devedores, mas o déficit existe e a maioria dos devedores é absolutamente incobrável. São empresas como Varig, Vasp e TransBrasil, que estão entre os dez maiores devedores. Claro que é importante e fundamental cobrar quem deve, mas só isso não fecha a conta. Não podemos descuidar da cobrança dos tributos previdenciários”, alertou.

Há pontos que precisam ser revistos

De acordo com Serafim, há pontos na Reforma da Previdência que precisam ser revistos, discutidos e excluídos.

“Entendo que o governo tem que ter humildade, sentar e excluir essas penalidades que está impondo a Reforma aos mais pobres – beneficiários de prestações continuadas como cadeirantes, os acamados, aqueles que não têm outra forma de sobrevivência. Excluir isso e várias outras coisas que punam os mais pobres e aí, tentar trabalhar uma reforma que tire dos mais ricos para compensar esse pagamento. Tem que haver contribuição de todos, não podem punir os que podem menos”, avaliou Serafim.

A Reforma é necessária

 Conforme a proposta, os pensionistas – representados em 85% por mulheres – e trabalhadores rurais – onde a aposentadoria da trabalhadora rural passaria de 55 para 60 anos, se igualando a do homem da categoria – são os mais prejudicados.

“A Reforma da Previdência é algo necessário e importante. Houve um crescimento na idade do povo brasileiro e isso desequilibra todo o sistema. O governo aproveitou isso e fez uma reforma ampla demais, onde mistura previdência com assistência. Tira direitos dos mais pobres e não se preocupa em cobrar imposto dos mais ricos. Essa Reforma, nos moldes em que ela está proposta, não terá êxito, porque não tem votos no Congresso Nacional”, disse.