Uma reviravolta no caso de desaparecimento da menina Edilene Cordeiro da Silva, 9 anos, surgiu na manhã desta quarta-feira (12), após a delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), revelar com exclusividade à equipe de reportagem do jornal Maskate News, que há a possibilidade da menina ter fugido de casa, pois já tem um histórico de maus tratos sendo investigado pela Polícia Civil.

De acordo com a delegada Joyce Coelho, até dezembro do ano passado a menina estava morando em um abrigo, pois é vítima de abuso e maus tratos por parte de um parente, que seria o tio de Edilene, e inclusive há um inquérito policial sobre esse caso já em aberto. “Ela já foi acolhida e desacolhida várias vezes, não é a primeira que ela foge de casa, já tem um histórico de fuga, mas devido a ser vítima de maus tratos e abusos por parte de um familiar. A família é carente, a mãe, de acordo com os procedimentos administrativos, seria usuária de drogas, e avozinha é doente” conta a autoridade policial.

A delegada disse que somente dará mais informações sobre o caso e confirmará se ela foi vítima de sequestro, quando a garota for ouvida pela equipe Psicossocial da Polícia Civil.

 

 

O RESGATE DE EDILENE

Após onze dias desaparecida, finalmente a menina Edilene Cordeiro da Silva, 9, foi encontrada na noite desta terça-feira (11), na Vila do Paricatuba, pertencente ao município de Iranduba, localizado na Região Metropolitana de Manaus. A menina foi sequestrada em Manaus e levado para a comunidade e de lá supostamente seria vendida, conforme o conselho tutelar. O encontro da menor só foi possível após a intensa divulgação de imagens da criança, que foi reconhecida por um morador. No entanto, a versão que o Conselho Tutelar tem, leva a crer que a menina foi sequestrada.

De acordo com o Conselho Tutelar do município, um homem foi até a 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba, relatar que havia visto uma menina muito parecida com a que estavam procurando, ele disse também que não queria se identificar, pois no local funcionava uma boca de fumo e temia pela vida dele.  “Fomos averiguar junto com a polícia militar, ela não estava lá, estava em uma igreja, em um culto. Ela (Edilene) nos contou que uma mulher a pegou em um sinal em Manaus e chegando no Paricatuba foi repassada para outra mulher, que possivelmente era quem iria comercializar a menina”, conforme explica a conselheira plantonista, Fabiana Viana que esteve à frente do caso.

Conforme a conselheira Paula, que resgatou a criança, a casa onde a menina estava pertencia a um casal identificou como Isabela e Tininho. Na casa segundo os moradores, moram mais cinco criança, a polícia vai investigar se estas, também foram sequestradas; os moradores passaram a estranhar quando a sexta criança apareceu, somente com as roupas do corpo.

 

TRÊS PESSOAS DETIDAS

“Quando foi encontrada, a criança estava em uma espécie de culto religioso e quando viu a viatura estacionar e os policiais descer, correu e se agarrou a um deles e começou a chorar muito”. Ainda conforme Paula, uma senhora que se identificou como mãe de Isabela, tentou conversar com a criança, mas a equipe não permitiu.

Ainda de acordo com as conselheiras, enquanto não era vendida a menina ficou servindo de empregada para um casal e segundo Edilene era agredida pelas outras crianças. “Ela tava servindo como escrava, ela passava, lavava roupa, inclusive foi queimada com cigarro”. Três pessoas foram presas, a mulher que sequestrou e o casal, e permanecerão detidos no DIP de Iranduba até o fim das investigações.

Em depoimento o casal disse que encontrou a menina no Terminal de Integração 5 (T5), e como ela disse que não tinha família eles iriam adota-la e cuidar dela, por isso a levaram para a comunidade. No entanto, a polícia não acredita nessa versão e enquanto o caso não for resolvido eles permanecerão na carceragem do DIP.

 

REENCONTRO COM A AVÓ

Imagem: Itálo Maia

Onze dias sem ver a menina. Vó e neta se abraçaram e se emocionaram durante o reencontro. Com muitas lágrimas a vó disse o quanto luta para criar os netos e o quanto os amam. “Eu to muito contente e agradeço quem ajudou, eu não estava mais querendo viver nesse mundo. Não comia, não bebia, criei ela desde os três anos. Tive 13 filhos para nada, todos me abandonaram”.

Segundo moradores, a mãe da menor só aparece quando a avó da criança estaria perto de receber, pegando o dinheiro e desaparecendo posteriormente. Além disso, os vizinhos informaram que por vezes eles (filhos) tentaram agredir a avó da menina.

 

 

 

OUTRO CASO

Imagem: Divulgação

Outro caso que ganhou repercussão e ainda não foi solucionado é do pequeno Erlon Gabriel Dias Costa, que está desaparecido desde a última quarta-feira (6/2), quando sumiu de de frente da casa onde ele morava na rua 7 bairro União da Vitória, zona Oeste. De acordo com Maria Dias, mãe de Erlon Gabriel Dias Costa, o menino estava brincando no pátio de casa quando desapareceu. Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a encontrar o pequeno Gabriel entrar em contato pelos telefones (92) 99343-9712 ou 99131-8119.

 

 

 

 

 

 

 

ATUALIZADA ÀS 12H31