Um desabafo de um cliente que foi ao Shopping Ponta Negra pegar um cineminha viralizou nas redes sociais e escancarou o roubo pelo qual passa um cidadão que deseja levar a família para ver um filme em Manaus. “Cinépolis no Shopping Ponta Negra: 2 baldes de pipoca, 2 águas sem gás, 1 Coca-cola. Tudo isso por uma bagatela de R$ 109,00 (cento e nove reais). É muita exploração!”, desabafou a vítima no Face. A mensagem de François Harb Filho fez eco, afinal, quem nunca passou por isso? Não é à toa que as pessoas preferem pagar R$ 21 pela Netflix, comprar um quilo de milho por R$ 3 e encher a geladeira de refri.

INDENIZAÇÃO

Recentemente uma mulher ganhou na Justiça o direito de receber uma indenização de R$ 3 mil por venda casada em um cinema de um shopping em Cuiabá. Além de arrancar os olhos da cara do consumidor, os bacanas querem proibir que as pessoas economizem e levem o lanche de casa. ” No recurso, a empresa alega que não proíbe a entrada de produtos adquiridos em outro estabelecimento, apenas proíbe determinados gêneros alimentícios em virtude dos padrões de higiene e segurança da empresa”. É muita cara de pau. A cadeira do cinema virou uma espécie de cadeira elétrica, onde o sujeito senta, as luzes se apagam e começa a sessão de terror, em ataque direto ao bolso do condenado.

 

PROCON NELES!

A venda casada é proibida por Lei no Brasil. Não se pode associar um produto a um serviço e obrigar o consumidor a comprar os dois ao mesmo tempo. O Código de Defesa do Consumidor  considera infração contra a ordem econômica e o STJ considera como prática abusiva. Caso descumpram a decisão e venham a restringir a liberdade dos clientes, as redes terão de pagar multa de R$ 30 mil. No site www.consumidor.gov.br. pode ser feita uma reclamação formal. O canal pertence  a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça; e também por Procons, Defensorias, Ministérios Públicos e toda a sociedade.