A Superintendência da Zona Franca de Manaus foi criada para alavancar os três setores da economia no Amazonas: agropecuário, indústria e comércio/serviços, mas ao longo dos anos o que está estabelecido em lei não se concretizou. A prova disto é que atualmente a Autarquia é conhecida apenas como representante do Polo Industrial de Manaus.

Com um ano à frente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes veio à ACA com a proposta de mudar essa realidade. Num discurso baseado na necessidade da união das Entidades de Classe que representam o comércio e serviços, ele pediu propostas capazes de alavancar o setor e cobrou dados dos empregos diretos e indiretos gerados por essa grande força econômica no Estado.

“Eu quero unir os três [ACA, CDL e FeComércio], se nós não nos unirmos não vamos chegar a lugar nenhum. Eu preciso que as entidades do comércio me coloquem coisas propositivas que eu consiga trabalhar,” argumentou enfatizando a necessidade de informações sobre a geração de empregos deste setor.

Segundo ele, a Suframa não tem um banco de dados de empregos gerados nem pelo comércio nem pelo setor agropecuário, o que dificulta na hora das negociações do modelo junto ao Governo Federal

“Em 53 anos de Suframa só há dados de empregos gerados na indústria. A Suframa não é só indústria. É indústria, comércio e agropecuária.”

Essa foi a primeira vez que Menezes visitou a Centenária Associação Comercial do Amazonas. O convite veio pelo Presidente da Casa, Ataliba Filho que mobilizou também representantes de outras Entidades de Classe entre elas FeComércio, CDL, FIEAM. Além disso, a JUCEA – Junta Comercial do Estado do Amazonas e o CODESE – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, a diretoria da ACA e empresários participaram do debate que durou cerca de 2h30.

Durante o encontro, Menezes também relatou algumas das mudanças aplicadas na Autarquia, a partir da gestão dele, como o investimento em tecnologia da informação. A finalidade é promover cada vez mais a digitalização dos sistemas, serviços e processos desenvolvidos envolvendo, inclusive, a atuação do servidor público.

O Superintendente ainda comentou sobre o cenário econômico e político no país, a estreita relação com o Presidente da República, Jair Bolsonaro e as estratégias que devem ser adotadas para fortalecer o modelo Zona Franca, focando também em outras matrizes econômicas para o Estado como, por exemplo o turismo na região. Até os rumos da própria administração de Menezes entraram em pauta. Os presentes aproveitaram para manifestar apoio à atual gestão da Suframa.

“Nós quando assumimos a governança recebemos como diretriz do presidente e do ministro atuar nos três vetores e é o que estamos fazendo e sentimos que temos um caminho bom a percorrer de oportunidades, considerando que a economia do nosso país está prestes a crescer em torno de 3% e o comércio com certeza se juntando a nos com as demandas que tem com certeza vamos conseguir gerar emprego e renda para o nosso Estado,” disse Menezes.

A reunião chegou ao fim com o sentimento compartilhado de desenvolver ações conjuntas que fortaleçam o setor. “ Agora há um compromisso mútuo, um interesse comum de levar entre as nossas Entidades que representam o setor de comércio e serviços para atuarmos mais perto da Suframa e isso passa a ser recíproco. Pela mão do superintendente está ocorrendo essa mudança, esse protagonismo como agência indutora de desenvolvimento.

A nossa reunião teve a honra de registrar a necessidade da união de todas as Entidades e é justamente através dessa união que devemos chegar a consolidar e manter a matriz principal que é o nosso Polo Industrial,” resumiu Ataliba Filho.