Garrafas, geladeiras, brinquedos e até animais mortos, essa a atual realidade dos igarapés que cortam a capital amazonense. E a grande quantidade de lixo jogada pelos próprios moradores que residem as margens dos igarapés é absurdas. E apesar do problema, eles continuam a pratica enquanto tentam sobreviver em meio a poluição.

A aposentada Darcila Andrade, 75, que mora na avenida Brasil diz que mesmo com a limpeza, diariamente aparece lixo trazido pelos rios. “ Eu os vejo todos dias limpando esse igarapé que passa na frente da minha casa, mas toda vez que chove a água traz mais lixo e eles estão sempre aqui. Acho que a população também precisa fazer a parte dela de não jogar lixo de forma errada”, ressaltou.

Nas bacias da zona Oeste é tanto lixo retirado diariamente, resíduos domésticos e matéria orgânica, incluindo vegetação de crescimento espontâneo nas margens dos igarapés, que é preciso a utilização de duas retroescavadeiras hidráulicas, duas balsas, dois empurradores e dez botes. As balsas percorrem os rios enquanto há condições de navegabilidade, ou seja, durante o período de cheia.

Dados da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) revelam todos os dias, ao menos, 30 agentes de limpeza atuam nos igarapés que cortam a cidade e que de janeiro a abril deste ano já foram retiradas 3.214 toneladas de resíduos dos igarapés, superior ao ano passado, com 3.116 toneladas. A atuação das equipes da Semulsp ocorre em toda a orla da cidade, como no igarapé do Franco, Mindu, Mestre Chico, igarapé ou bacia do 40, avenida Brasil, Passarinho, Alvorada, dentre outros pontos.

A ação leva limpeza às margens e leito dos igarapés, com a retirada de vegetação aquática e lixos, que melhoram o escoamento da água, a partir do uso de botes e balsas. Esse trabalho requer o uso de equipamentos específicos, entre lanchas, redes de contenção e caçambas para remoção, além de material para mergulho dos agentes de limpeza, que muitas vezes adentram nas águas poluídas.