TITE VOLTA ÀS ORIGENS

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TITE VOLTA ÀS ORIGENS

A seleção brasileira entrará em campo nesta sexta-feira, 12, contra a Arábia Saudita. Do meio-campo para frente, a seleção brasileira é muito parecida com aquela que provocou encanto no primeiro ano de Tite. Casemiro, Renato Augusto, Philippe Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus estarão novamente lado a lado. O único “novato” é Fred, na posição que era de Paulinho.

Na defesa, o técnico está aberto a testes. Ederson será o goleiro, enquanto Fabinho, Pablo e Alex Sandro rejuvenescem um setor antes ocupado por Daniel Alves, Miranda e Marcelo. O único mantido daquela versão avassaladora das eliminatórias é Marquinhos. A chave é o posicionamento de Coutinho, que volta a atuar na direita, e não mais centralizado.

Não deixa de ser curioso que na busca por novas opções individuais e alternativas táticas, Tite volte ao início. Mas há uma explicação: o técnico busca fortalecer novamente o meio-campo

Tite costuma ressaltar sua importância para uma equipe competitiva. Estaria nesse setor, de acordo com seu mantra, a chave para grandes vitórias e conquistas. Por isso, seu enfraquecimento no caminho da Copa do Mundo é considerado pela comissão o principal erro cometido na autocrítica da eliminação para a Bélgica, nas quartas de final.

 

Meio-campo da Seleção

Por que o setor enfraqueceu? Naquele início arrebatador de Tite, com vitórias e um futebol de encher os olhos, o Brasil tinha quatro meio-campistas.

Casemiro; Paulinho; Renato Augusto e Philippe Coutinho, só que com o passar dos jogos, a diferença de ritmo competitivo entre o que Renato Augusto vivia rotineiramente no futebol chinês e a exigência da Seleção foi se tornando um obstáculo. Seu desempenho caiu. Suas férias eram mais longas e coincidiam com o ápice dos torneios europeus. Ou seja, ele nunca estava na mesma toada física dos companheiros.

Tite, por sua vez, não encontrou um substituto que pudesse orquestrar a Seleção como ele queria. Tentou Diego, Lucas Lima, Rodriguinho, adiantou Fernandinho, e nada. O que se apresentou como melhor solução foi fixar Coutinho centralizado e colocar Willian na ponta.

 

Alterações enfraqueceram

Coutinho é mais talentoso, mas menos armador do que Renato Augusto. Vertical demais, muito próximo dos atacantes e com mais dificuldade na recomposição defensiva, embora tenha sido louvável seu esforço para recuperar bolas. Willian, do lado, não tem a capacidade de se tornar um meia com a bola nos pés como fazia antes Coutinho.

No amistoso desta sexta, Tite reedita a escalação com Renato Augusto, em ótima fase na China e fortalecido após uma boa Copa, e Coutinho aberto, flutuando. É importante ressaltar que na semana que vem o treinador certamente fará alterações para o clássico diante da Argentina. Colocará em campo aquilo que considera sua melhor formação, muito provavelmente com Arthur e Firmino nos lugares de Fred e Gabriel Jesus.

De qualquer forma, voltar à origem é o caminho escolhido por Tite, neste momento, para conseguir levar a Seleção adiante até a Copa América do ano que vem, em casa.

2018-10-10T11:56:43+00:00outubro 10, 2018|Estado, Sports|