O Tropical Hotel Manaus estão às escuras, sem hóspedes e mais parece um casarão abandonado, cheirando a mofo. Com uma dívida de R$ 7 milhões, só com a Amazonas Energia, o recanto que foi casa para celebridades ficará assim por 60 dias, prazo que pediu para tentar sair da UTI.  O corte da luz e a retirada da estrutura que ligava o Tropical à rede, foi como uma extrema-unção de quem já morreu e só falta enterrar. Que pena!!

HISTÓRIA

Enquanto a direção se recusa a desligar os aparelhos que mantém o defunto no leito de morte, ficam na memória os áureos tempos da quadra de tênis frequentada pela alta sociedade, os brindes regados a champanhe e vinhos caríssimos, o status de se hospedar numa construção pensada para exalar glamour e a certeza de que nada neste mundo é tão grande e firme que não possa cair. Ficam as lembranças das lojinhas de souvernirs indígenas para satisfazer a curiosidade dos turistas, o salão de jogos da mesa de dama de madeira, e a sensação de que o turismo em Manaus está renegado às traças.

IMPONENTE

O Tropical foi inaugurado em 1976, mesmo ano de inauguração do aeroporto Eduardo Gomes. No embalo do auge da Zona Franca de Manaus, quando a capital parecia fazer justiça ao apelido de Paris dos Trópicos, chegou a abrigar animais dentro de um zoológico particular e se impôs perante os concorrentes com seus 611 quartos e uma atendimento vip capaz de atrair até autoridades, Seleção Brasileira de futebol e gente capaz de pagar caro sem reclamar. Bons tempos…