No município de Presidente Figueiredo, a 120 quilômetros da capital do Amazonas, Manaus, um complexo industrial de cerca de 60 mil hectares, estabelecido há 25 anos, demonstra que a cadeia produtiva de uma empresa incentivada do Polo Industrial de Manaus (PIM) espraia benefícios e é relevante ambiental e socioeconomicamente. E nesse contexto, a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) se faz essencial nesse processo, uma vez que sem os benefícios da Zona Franca de Manaus (ZFM) dificilmente um empreendimento deste porte poderia existir.

Para identificar de perto toda a pujança de uma estrutura fabril surgida a partir da ZFM, uma comitiva da Suframa, capitaneada pelo titular da Autarquia, Alfredo Menezes, e pelos superintendentes adjuntos de Projetos, Gustavo Igrejas, de Operações, Luciano Tavares, e Executivo, Sandro Gomes, visitou as instalações da Agropecuária Jayoro Ltda, onde são produzidos cerca de 15 mil toneladas de açúcar absorvidos pela Coca-Cola do Brasil para fabricação de refrigerantes que são consumidos em todo o País e também exportados para cinco países (Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia e Colômbia).

Para gerar este açúcar, um canavial que ocupa 4 mil hectares do complexo gera quase 1500 empregos no auge da safra, que ocorre entre os meses de julho e dezembro, que impactam positivamente a economia local e geram benefícios sociais em áreas como saúde e educação, por exemplo.

“Quando falamos sobre a importância estratégica do modelo Zona Franca de Manaus, falamos disso. De como empreendimentos industriais são de extrema importância para a sociedade, e não me restrinjo apenas à sociedade local. A partir dos incentivos das indústrias do PIM, complexos como esses, exitosos, se tornam possíveis. Esse modelo de produção serve de exemplo para todo o nosso polo industrial”, destacou o superintendente Alfredo Menezes.

Mas não é apenas a produção oriunda de cana de açúcar que é aproveitada pela planta fabril da Coca Cola no PIM. A empresa também utiliza o guaraná proveniente das quase 300 mil plantas do guaranazeiro de 500 hectares da Jayoro. “Fizemos convênios, com a Embrapa, por exemplo, para aperfeiçoar a produção de guaraná na região. Isso permitiu que um pé de guaraná passasse a praticamente quintuplicar sua capacidade produtiva”, destacou o diretor da Jayoro, Camilo Pachikoski, reforçando os avanços tecnológicos empregados e a troca de experiências promovida a partir da atividade agroindustrial.

Pachikoski ainda ressaltou que toda a produção da Jayoro não ultrapassa dez porcento do terreno da empresa, o que torna o local uma grande área de proteção ambiental, protegida contra a caça de animais selvagens e o desmatamento.

Mesmo com números tão grandiosos, a produção pode ser ainda maior e gerar ainda mais emprego e renda por toda a cadeia produtiva. “No que depender do apoio da Suframa e de seu corpo técnico, veremos resultados ainda mais expressivos e incremento desta atividade que demonstra o quão forte uma cadeia produtiva pode ser a partir do apoio do governo federal, via Zona Franca de Manaus. Essa é a recomendação do presidente Jair Bolsonaro, de se garantir condições favoráveis para o aumento de atividades sustentáveis que beneficiem a todos”, pontuou Menezes.