MENEZÃO CONSEGUE CONVENCER A COMISSÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA 

Alinhado com o governo Bolsonaro e disposto a criar novas fontes de geração de empregos e riqueza, o Superintendente da Suframa, Cel. Alfredo Menezes, saiu de Brasília disposto a lutar pela valoração dos serviços que o Meio Ambiente do Amazonas presta ao Brasil e ao planeta. Para ninguém é segredo que os recursos naturais no planeta Terra estão se esgotando. Água, alimentos, oxigênio, florestas… A cada dia a civilização predatória segue sua marcha destruidora. Entretanto, há um despertar da Humanidade para os riscos da escassez dos tais recursos. As mudanças climáticas, embora não reúna a concordância necessária a um compromisso objetivo e definitivo, batem à nossa porta cotidiana. Vai faltar água para o agronegócio e a Arábia Saudita há décadas troca barris de petróleo por água. Como fazer dinheiro na Amazônia sem precisar desmatar mais do que a Lei permite e sem destruir os recursos naturais e genéticos? 

 

VENDENDO O PEIXE AMBIENTAL 

Em Brasília, nesta semana, vendeu o peixe do Amazonas e deixou claro para a comissão da Reforma Tributária que mexer com a ZFM é comprometer seu precioso ativo ambiental.. As queimadas criminosas transformam em fumaça as biomolécula da vida, da juventude e da saúde integral. Pior do que isso, na ótica das populações é o esgotamento de solos férteis. Com isso, os alimentos vão encarecer mais ainda, comprometendo a segurança e a saúde alimentar. 

 

RECURSOS DISPONÍVEIS PARA GESTÃO QUALIFICADA 

Temos conflitos bélicos por todo o planeta causado pela falta de água e com seus excessos sazonais as enchentes devastadoras, o desmatamento e a acidificação dos oceanos – citando apenas alguns estragos da falta de gestão inteligente dos recursos hídricos. Com uma biodiversidade exuberante e um repertório de recursos hídricos incalculável em tamanho e valor, o Amazonas está deitado na rede da fartura biológica enquanto o mundo, não é segredo para ninguém, desde sempre cobiça seus recursos naturais. Uma economia robusta está subjacente a essa reflexão. A economia da sustentabilidade, onde estão em jogo o atendimento às demandas e a reposição dos estoques naturais. Menezão está colocando  na ordem do dia essa valoração de tantos recursos que a Natureza nos deu. 

 

NÃO SE TRATA DE PEDIR RECURSOS 

 

A ordem é cobrar serviços que estamos ofertando. Essa pauta, segundo o Superintendente , pode inverter a conversa torta de doações para salvar a Amazônia. Salvar de que, Monsieur? A conversa é outra: temos que definir com urgência e transparência quanto cabe a cada país pagar os serviços ambientais fornecidos pela Amazônia? Que contrapartidas merecem as empresas aqui instaladas quando evitam que a população se volte para a floresta e recursos hídricos para assegurar a própria subsistência? 

 

VALORIZAR A MOEDA VERDE 

 

Terras férteis, florestas, controle fluvial… Nem tudo que tem valor tem preço e nem tudo que tem preço tem valor, dizia Pascal. Há um conjunto crescente de estudos e pesquisas que procuram incorporar os mecanismos de mercado à valorização e à eventual precificação de ativos, custos e benefícios ambientais, independentemente de serem objeto de transações mercantis. O meio ambiente não é um fator de produção menos importante, mas é um envoltório contendo, provisionando e sustentando toda a economia. O fator limitante do desenvolvimento econômico futuro é a disponibilidade e a funcionalidade do capital natural, em particular os serviços de suporte à vida que não têm substitutos e presentemente não têm valor de mercado. Apenas presentemente. A Bolsa de Chicago já trabalha com ativos de carbono.